quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Bushcraft- Giutoniolo, de novo e de verdade!

Sou ferrenho critico dos principios do bushcraft, até, de sua filosofia de forma ampla e contextual.
Eu não pratico bushcraft, mesmo sendo chefe escoteiro a mais de 20 anos.
Bom eu uso camuflagem real tree, um mega casaco de lã azul, modelo sobretudo nos dias e noites em que cai gelo no inferno. Tem mais, no mato vou armado sempre, sempre, SEMPRE, pois traficante, bandido, bicho bravo podem decidir passear por lá, se está se perguntando se vou armado quando acampo com as crianças do grupo, sim eu vou, embora deixe as armas devidamente seguras, com travas, cadeados e tudo o mais no carro, pois meu grupo tem meninos e meninas, de idades variadas sob a minha responsabilidade e é minha obrigação prever que um doente possa querer fazer mal a eles, nessas matas que entramos. Eu sou um cão pastor dos meus meninos, e o lobo vira tapete fácil nestas condições.


Obvio, a União dos Escoteiros do Brasil surtaria, mas ainda assim, a LEI do país me garante o porte lícito e nos 9 anos que possuo a arma, nenhum deles sequer sonhou que ela existe, pois eu não formo milicos e sim escoteiros, eles que decidam seu futuro no quesito arma, não serei sequer, formador de opinião nisso.

Ainda, sobre o bushcraft, escoteiros são soberbos construtores na mata, camas, barracas, cozinhas, intendencias, cercas, fogões, banheiros completos com chuveiro e sapa... seria épico descrever todas as pioneirias e praticas neste sentido, entretanto, usamos cisal, cordas, pinos e entalhes, pás,  pois, não há como erigir uma torre sem isso... nem na idade média.

Isso é bushcraft? é nada! O ser humano dificilmente vai regredir em conhecimentos pelo simples fato de ter evoluido, o fato de não nos ajoelharmos mais a cada trovão já é um diagnóstico táctil, sabemos na escola que não é Odin e sim uma chuva.

Ao colocarmos Bushcraft no Youtube, um fenomeno se abre, milhares no mato, cada um em seu estilo próprio com os mais variados itens, misturando absolutamente tudo no mixer da palavra.
Uma dose de acampamento, uma pitada de trekkig, meio kilo de sobrevivencia, 9 partes de marcas e modas, tempere com Noobs e mateiros de apartamento, leve ao formo por uma hora e pincele com um monte de negos exibindo seu curriculo, para serem mais que os outros, ou para justificarem suas idéias usando a patente e terá o termo bushcraft assado no final, decorado com marcas que montam no termo.

Será mesmo que este é o caminho? Talvez nós escoteiros tenhamos muitas práticas "bushcraft" no cartel, entretanto é facil construir uma torre com pregos de aço, iluminar a noite com leds e lampiões a gás, dormir em barracas hi tech com sacos de dormir que suprem melhor seu sono que seu colchão em casa.
E os sobrevivencialistas que se enterram nesta piada gerada pelo mixer. Acreditam piamente que o minimalismo hi tech é a solução perfeita, e confiam na CREE LED kkkkk isso é uma piada de mal gosto para os iniciantes, bebados entre as centenas de marcas e opiniões que os "Bushcreteros" ( Wow Norton!) despejam sem dó ou estudo ao termo.

Acontece porém, que algo aconteceu, e as conseguencias serão terríveis para alguns e ótimas para o bushcraft na sua concepção.
Novamente ele vai sublevar o termo, bushcraft é bushcraft, tecnicas mateiras são tecnicas mateiras, sobrevivencia é sobrevivencia, e para mim, sobrevivencialismo continuará sendo sobrevivencialismo.

Sintam o golpe:




É, foi na cara e vai partir muitos narizes, eu acho bom e pouco e vou adorar ver a galera, no geral começar a produzir as próprias roupas, vou achar lindo ver os manés entenderem que uma faca é uma faca, e um machado é um machado e que marca não vale nada.

Mochila Alice, faca Kbar, Botas nomade, Gandolas do EB, paracord 500 ( kkkkkkkk), Super cantil com caneca, buchas de ignição a parafina e outros quimicos, lanternas Solar force e maglite, Leathermans e victorinox, rede de selva com cobertura e mosquiteiro, GPS,  tudo isso foi inventado para ser minimalismo hitech e não bushcraft.

Creio e tenho esperança que agora o termo terá seu uso justo, ou o mais próximo dele possivel, muita gente vai ter que assumir posição desta vez. Da minha parte vou regular o termo, pois eu mesmo falhei em usa-lo de forma livre pra qualquer coisa de mato.

Você, é um acampador ou um "bushcretero"?

6 comentários:

  1. É por isso que eu curto teu blog. Eu e vc pensamos muito parecido. Eu até acho que muitas dicas são muito úteis, mas no meu caso, por exemplo, que moro numa cidade completamente urbana, como vou fazer uma fogueira dentro de um prédio? Ou dentro de um ônibus? Como vou coletar água de um riacho, se aqui é tudo poluido? É por essas que eu tenho muito interesse em gravar alguns vídeos contando minhas experiências, pois já passei por muitas coisas que se pode passar morando na cidade. Enchente, calor insuportável, incêndio e até ameaça de bomba! Gostaria de ser um colaborador do seu blog. Um abraço.

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    1. Bom,para os videos vc vai ter que abrir um canal do youtube, acho mais fácil e rápido do que ficar entupindo caixa de emails, textos vc pode mandar pro meu email sobrevivencialista@gmail.com, e assinar com teu nome ou algum nome que te identifique, contato e tal, até porque é justo.

      è isso.

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    2. Blz. Assim que eu tiver um material legal eu te aviso. Um abraço.

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  2. Cara, no tempo em que eu acampava com meu pai, tudo era artesanal. Com exceção da barraca ( uma velha e pesada barraca de lona,do EB, enoooorme)quase tudo era ele quem fazia: as linhas de pesca, os caniços, as chumbadas para as linhas, as trempes para fazer comida no fogo de chão, a cambona ( se vc botar esse nome no google, vai aparecer um monte de pai-de-santo, não sei por quê, mas a cambona a que me refiro é apenas uma lata de óleo para esquentar água, que ele fabricou com a alça removível). Tudo era ele que fazia. A tecnologia para artigos de camping era quase zero e as poucas coisas que existiam, eram de preço absurdo.
    Claro, tô falando de pescaria, acampamento ( há cerca de 35 anos atrás - eu tenho 44, hoje) e não bushcraft.
    Eu já tinha visto esse vídeo ( e outros em que ele aparece com uma lona camuflada, atrás) em que ele aparece mostrando coisas pela funcionalidade, desprezando as marcas. Muito dez!
    Minha realidade hoje é outra. Vivo numa grande cidade e essas coisas ficaram no passado. O mais próximo que meus filhos poderão chegar disso, seria um grupo de escoteiros. Uma pena.
    Abraços, professor Batata!

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  3. Respondendo a pergunta do final do post: Eu sou o Mateus. Não sou bushcrafter, acampador, ex-militar, escoteiro. Nada. Eu sou é PAI, e como tal, e tendo consciência do mundo que nos cerca, penso em todas as maneiras de proteger meu filho e prepara-lo para a vida. Rótulos são limitantes, superficiais e são um bom tema de estudo para teóricos. léxicos e bibliotecários com mania de classificação.PONTO.

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  4. BOA NOITE TONIOLO, ESTOU QUERENDO COMPRAR UMA FACA PARA ATIVIDADES NA MATA, ESTOU PENSANDO NA IMBEL AMZ. O QUE VC ACHA DESSA FACA. OBRIGADO

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